Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora
Sábado, 26 de Novembro de 2016
Melro d'Água em edição digital

A direção do NUCEARTES acaba de lançar mais um número do boletim Melro d'Água, desta vez em formato digital.

Além do editorial, a atenção deste boletim está centrada no projeto de proteção do "Borrelho de coleira interrompida" do qual esta associação é parceira há já vários anos, no projeto "Eco-escolas" da EBS do Vale do Âncora e nos presépios de S. Lourenço da Montaria.

Para aceder ao Melro dÁgua clicar:

 http://issuu.com/melrodagua/docs/melro_d___gua_13/1

 



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Domingo, 5 de Junho de 2016
Qualidade da areia no “Moureiro” da Praia de Âncora

Com mais uma época estival à porta, a “Praia das Crianças” espera os seus utentes, miúdos e graúdos que vem descansar e gozar as delícias do sol, das águas frescas do Atlântico e da brisa fresca do quadrante norte. Assim o permita o S. Pedro, não nos brindando com aquelas nortadas tão características ou pegajosos e tristonhos nevoeiros.

A Bandeira Azul que irá ostentar no alto do mastro maior, representa não só a boa qualidade das águas balneares, como também o esforço conjugado que tem sido feito nos últimos anos para controlar os parâmetros sanitários das águas do Rio Âncora.

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No entanto o galardão alcançado não pode enquistar à volta da qualidade das águas e dos equipamentos legalmente exigidos, mas ser mais abrangente, nomeadamente às condições de acessibilidade e à qualidade e limpeza das areias. E aqui reside a razão do meu reparo de hoje. O areal entre o “Redondo” e o “Cais Sul”, lugar conhecido entre os Ancorenses por “Moureiro”, não tem a qualidade a condizer com os pergaminhos da “Praia da Crianças

Antes da construção dos molhes do novo Porto de Mar, toda a zona do “Moureiro” era invadida pelo mar nos meses de inverno que trazia e levava areia consoante as condições momentâneas da dinâmica costeira. Assim a areia era lavada, expurgada de poeiras e outros resíduos, pronta a ser utilizada no verão seguinte sem reparos de maior. A crítica que mais se escutava era, por vezes, que o mar não repunha areia suficiente e as pedras ficavam à vista pelo meio do areal. Nada a que os veraneantes não estivessem habituados.

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Hoje em dia a situação é diametralmente diferente, pois a areia foi-se acumulando e já não é “sovada” pelo mar, devido ao efeito de corte/desvio de ondulação proporcionado pelos novos molhes. De ano para ano nota-se mais poeira no areal, perdeu o característico tom brilhante e em dias de vento é um suplício com nuvens de poeira no ar. Outro sinal preocupante é a facilidade com que surgem no areal pequenas plantas, sinal inequívoco de condições de colonização vegetal, algo que não era suposto haver naquele local.

Em minha opinião, já se deviam ter implementado medidas minimizadoras deste fenómeno, baixando mecanicamente o perfil da praia em cada outono, de modo a que o mar faça as suas investidas invernais e proceda à remoção das poeiras (ou “finos”) acumuladas, trazendo na primavera seguinte areias devidamente higienizadas.

20160603_193143.jpg

Além disso, da maneira como a praia está neste momento, com a areia, em vários pontos, quase ao nível da avenida marginal, corre-se o risco de num dia de temporal, com mar de sudoeste, este galgue o paredão invada a via pública e o casario, provocando danos de vulto. Calculo que o nível da praia neste local tenha subido em média entre 1,5 m e 2 metros.

Termino como como comecei, referindo a satisfação pela qualidade das nossas águas balneares, que levaram à conquista da Bandeira Azul Europeia. Vamos lá a ver se não a perdemos pela falta de qualidade/higiene do areal…

 

Brito Ribeiro



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Terça-feira, 29 de Março de 2016
Borrelho de Coleira Interrompida

No próximo dia 09 de Abril a Associação Galega ANABAM vai realizar na praia da Arda em Afife, pelas 10 horas, uma ação de esclarecimento sobre a proteção dos ninhos do “Borrelho de Coleira Interrompida”, uma pequena ave que nidifica nos areais e que necessita de proteção especial. Durante este esclarecimento vamos aprender, na prática, como detetar um ninho e como o proteger, sinalizando-o com os materiais adequados.

As principais ameaças vem do homem, que inadvertidamente pode pisar o ninho perfeitamente dissimulado na areia e das máquinas de limpeza da praia, quando começarem a operar no final da primavera.

Esta iniciativa conta com a colaboração do NUCEARTES e convida-se a comunidade em geral a participar.

 borrelho.gif

Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus)

Identificação

Os borrelhos são limícolas de pequenas dimensões e que têm o hábito de alternar alguns passos com pequenas paragens para “observação”.

O borrelho-de-coleira-interrompida é acastanhado por cima e branco por baixo. Apresenta uma coleira incompleta. As patas pretas e a ausência de coleira completa em todas as plumagens permitem distingui-lo do borrelho-grande-de-coleira e do borrelho-pequeno-de-coleira.

O borrelho-de-coleira-interrompida pode ser observado no nosso país durante todo o ano, mas muitas das aves que aqui ocorrem são migradoras, oriundas do norte da Europa e que aqui ocorrem como invernantes ou de passagem para África.

Na Primavera visualizam-se sobretudo casais, que ocupam os seus territórios em salinas, dunas e praias.

É fora da época de nidificação que ocorrem as maiores concentrações, podendo por vezes observar-se bandos de dezenas ou mesmo centenas de indivíduos.

Fonte: avesdeportugal.info



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Domingo, 6 de Março de 2016
Nota de Imprensa

O NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora, realizou a Assembleia Geral Ordinária no passado dia 11 de Fevereiro, onde foram eleitos os corpos gerentes para o próximo mandato, sendo a direção constituída por Brito Ribeiro, Álvaro Meira e Rafael Capela. Do Plano de Atividades para 2016 consta, como prioridades, a colaboração com os estabelecimentos de ensino do Concelho, retomar a publicação do boletim “Melro d’Água” e a defesa intransigente da causa ambiental, do património e da cultura.

 

O NUCEARTES congratula-se com os resultados do “Orçamento Participativo 2015” promovido pela Câmara Municipal, felicita as Freguesias contempladas e os dinamizadores de cada um dos projetos concorrentes.

Em Gondar será executada a adaptação de um edifício para sediar um projeto na área social, reclamado há muito no interior profundo do Concelho e em Vila Praia de Âncora irão finalmente fazer algo positivo na valorização, divulgação e preservação do Dólmen da Barrosa, Monumento Nacional esquecido e desprezado ao longo das últimas décadas, por quem tinha o dever de o defender. Foi preciso dar voz ao povo, para escutarem a força dessa voz.

 

Não podemos deixar passar em claro a questão da Duna dos Caldeirões que ficou visivelmente degradada com a maresia das últimas semanas. Tal como dissemos no passado, em diferentes ocasiões e a diferentes protagonistas, continuam a desprezar a opinião dos ambientalistas que conhecem a história daquele ecossistema e que apenas pretendem apelar ao bom senso e à inteligência dos políticos e dos técnicos projetistas, para se evitarem as asneiras que repetidamente cometem e que tão caro ficam.

A base da duna tem de ser afastada do mar e para isso tem de se corrigir o traçado do curso do rio para o local onde corria há quarenta ou cinquenta anos atrás; estabilizar a duna com o enraizamento de vegetação adequada e outros métodos de retenção de areia, que vise recuperar o cordão dunar, um ecossistema frágil, sensível e instável.

Em vez de defenderem convenientemente o ambiente, privilegiam a construção de passadiços, que trazem mais destruição, mais pressão e mais erosão. Em vez de técnicos de ambiente altamente qualificados, apenas temos “carpinteiros de prega e racha”, sem ofensa para tão dignos profissionais.

 

Vila Praia de Âncora, 29 de Fevereiro de 2016



publicado por nuceartes às 15:46
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
Proposta de valorização do Dólmen da Barrosa

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No ambito do programa autárquico "Orçamento Participativo", apresenta-se a seguinte proposta à discussão e votação dos cidadãos:

O “Dólmen da Barrosa”, em Vila Praia de Âncora, é um monumento megalítico com dólmen de apreciáveis dimensões, inserindo-se na tipologia do Noroeste Peninsular dos dólmens de corredor.

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, ergue-se no meio de uma propriedade particular, adquirida pelo Município de Caminha.

O objectivo da intervenção é devolver a este Monumento a dignidade e atratividade que merece, bem como criar condições de salvaguarda contra vandalismo e obras ilegais/lesivas, que violem o estatuto inerente aos Monumentos Classificados.

Entre outros pontos propõe-se:

  • O rebaixamento do muro exterior, permitindo a visualização do Dólmen e minimizando os riscos de vandalismo;
  • Deslocalizar a pista de desportos radicais (para o nó da Erva Verde, por exemplo);
  • Alargar a Rua da Barrosa, criando espaços de estacionamento;
  • Iluminação do Monumento e do espaço adjacente;
  • Criação de um pomar temático com variedades autóctones;
  • Recuperar a antiga casa do caseiro para futuro centro de interpretação e apoio;

Tendo em conta a exiguidade da verba disponível, esta obra teria de ser faseada e com a aprovação da entidade de tutela (DGPC - Direção Geral do Património Cultural).

A votação das propostas decorrerá na sede da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora a partir do dia 19 de Janeiro.

A VALORIZAÇÃO DO DÓLMEN DA BARROSA é proposta nº  13.

Álvaro Meira

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Sábado, 10 de Outubro de 2015
A Masseira navega nos mares de Âncora

 



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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015
SOS Litoral Norte

Enquanto ia tomando conhecimento da obra da ciclovia “ Moledo-Sto. Isidoro”, tive oportunidade de passar pela antiga estrada Real que segundo referem, trata-se de um dos antigos caminhos de Santiago, por onde passavam os peregrinos que para lá se dirigiam.

Com a utilização das vias existentes por onde passava, fui-me apercebendo de uma série de disparates que se estão a fazer no litoral de Moledo.

desmatar_1_0.jpg 

 Após o início da construção da ciclovia, tudo parece ter-se animado nas suas imediações!…

- A ciclovia, que referem ser uma via ecológica, representa aquilo que nada tem de verdadeiro.

 Não consigo perceber como é que podem denominar de ecológica quando destrói parte da rede Natura em que estão inseridos diversos habitats; além disso, referirem que é uma homenagem ao sargaceiro, é confundir as coisas, é desconhecerem a história de um actor com séculos de existência que sempre protegeu e modelou a natureza e que ainda hoje nos documenta a imagem de uma agricultura biológica.

Compreendo qual o objectivo dos destruidores de ecossistemas, mas não aceito que se sirvam de uma actividade que embora já exista há muitas centenas de anos, nunca destrui o seu mundo, antes pelo contrário tenha servido para manter uma flora autóctene que é adubada por essas algas quando lá são depositadas temporariamente.

Esta classe não merece qualquer conotação com obras que destroem a rede Natura.

Sendo uma falta de respeito referirem que “é uma homenagem ao sargaceiro” pessoas que sempre trabalharam para bem da natureza.

Como dizia um responsável do ICN, há uns anos atrás, como estávamos perante uma área integrada na rede Natura e na REN, referia que o limite de construção era a partir de uma construção circular que existe no topo Sul de Moledo.

4_constr_0.jpg

No entanto esse limite, já foi ultrapassado há uns anos; além de construções em locais da zona marítima (sabe-se lá como é que conseguiram esses deferimentos) a situação continua, pois no topo Norte da rua da Estrada Real já existe uma quantidade considerável de brita, tudo leva a crer ser para a pavimentar a parte da rua frontal a uma nova construção que lá estão a construir.

De acordo com os dados visíveis a rua da estrada real, sendo um arruamento de acesso a propriedades rurais vê o seu pavimento a ser renovado, possivelmente para transformar áreas da REN em zona de construção.

Para proteger a corda litoral, é necessário compreender o ambiente natural em que esta se integra e as suas tendências evolutivas.

3_caminho.jpg

A consequência da degradação realizada em toda a cobertura vegetal,  vai originar a destruição do património genético natural, herdado. Agora começa a ficar ameaçado pela situação de rotura originada pela alteração dos diversos habitats continuando a provocar a redução ou mesmo destruição de locais onde existiam espécies endémicas.

Além do já referido, aparecem portões a delimitar a entrada das propriedades bem como a desmatação de áreas que podem vir a dar origem a possíveis estradões perpendiculares à ciclovia, etc.

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Sabendo que a zona litoral constitui um recurso insubstituível finito e não renovável á escala humana, tem de ser encarado na globalidade e entendê-lo como zona dinâmica complexa e interdependente.

Seria bom que os responsáveis por esta faixa costeira se sensibilizem a fim de reduzir as acções degradativas de que está  a ser alvo e as diversas que se estão a cozinhar nos bastidores dos diversos sectores responsáveis desta  área.

A melhor politica ambiental é definida pelas condições que permitam evitar as perturbações do ambiente, em vez de se limitar a combater posteriormente os seus efeitos, como está acontecer em toda a corda litoral norte, Fão, Ofir, Marinhas, S. Bartolomeu, Castelo do Neiva, Amorosa etc..

Nenhuma razão de natureza económica pode servir de justificação  a soluções  técnicas que contrariem aqueles princípios.

A responsabilidade pelo estado de degradação que a nossa costa atingiu não é, em geral, directamente imputável a qualquer organismo governamental singular. Há uma diluição de responsabilidade de tutelas, de conflitos e objectivos e de poderes de interesses políticos e económicos, por vezes de vácuos legislativos e de indefinições no plano executivo.

Consideramos  que o desenvolvimento destas áreas de recreio só deve ir até onde os recursos permitam, traduzindo-se - na nossa perspectiva futura - na continuação e no bem estar para as gerações vindouras. Há pois que abandonar a loucura de superioridade do ser racional que é o homem perante o seu sistema de suporte - o meio natural - e abraçar uma relação de bem estar mútuo.

 

Joaquim Vasconcelos



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Quarta-feira, 15 de Julho de 2015
A Masseira Ancorense

 

 

 

 

 

Este é o índice do livro A Masseira Ancorense, editado pelo NUCEARTES em Junho de 2015.

 

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2015
A Masseira Ancorense

Foi apresentado publicamente no dia 27 de Junho o livro "A Masseira Ancorense" no recinto da Festa do Mar e da Sardinha, em Vila Praia de Âncora.

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Esta brochura pode ser adquirida na livraria "Banco de Livros", na Rua Candido dos Reis, em Vila Praia de Âncora ou on line pelo site https://livrosusadosantigosraros.wordpress.com

O produto da venda deste livro reverte integralmente para a associação NUCEARTES - Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora.

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Sábado, 13 de Junho de 2015
A Masseira Ancorense

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