Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora
Sábado, 14 de Setembro de 2013
Em defesa do Dólmen da Barrosa

O NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora vê com preocupação as iniciativas levadas a cabo pela Câmara de Caminha junto ao Dólmen da Barrosa, o único Monumento Nacional de Vila Praia de Âncora.

 

Sem qualquer projecto, nem licenciamento por parte da DRCN (Direcção Regional de Cultura do Norte), decidiu construir um parque “radical” com impermeabilização do terreno, alem de espalhar pelo espaço alguns equipamentos avulsos, próprios de circuitos de manutenção. Demoliu igualmente um barraco e uma eira existente junto ao Dólmen e agora está a proceder a uma nivelação com movimentação de terras para construção de um campo de jogos.

 

O NUCEARTES, que já informou a DRCN dos factos, entende que não há entidades acima da lei e que o Dólmen da Barrosa, como Monumento Nacional, tem um estatuto próprio de salvaguarda, conforme o articulado da Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro, designadamente nos artº 43 e seguintes, que estão a ser claramente violados.

 

Independentemente da questão legal, esta Associação não concorda que se pretenda artificializar uma área recatada, onde os utentes desejam calma, sossego, segurança, ar puro e respeito pelo património. Este tipo de equipamentos não se enquadra num sítio em que o Dólmen terá de ser o pólo de atracção principal.

 

 

 

Não aceitamos que nas costas da população, à revelia da lei, com o silêncio incompreensível da Junta de Freguesia e sem um debate que envolva a comunidade local, venha agora a Câmara de Caminha, de forma precipitada e com fins eleitorais, pôr em causa a dignidade e a segurança do Dólmen da Barrosa.

 

Numa terra onde há décadas não se constrói um verdadeiro parque, seria uma pena comprometer essa possibilidade. A Quinta da Barrosa merece um plano mais amplo, que possa incluir um espaço a sul, onde se localizam a Fonte da Agra e o Moinho da Cegonha, implantados em área REN – Reserva Ecológica Nacional.

 

 

O NUCEARTES espera que a Quinta da Barrosa não seja sacrificada a apostas desajustadas que venham descaracterizar o meio. Defendemos a valorização do Monumento e zona envolvente, com acções como: definição do perímetro da mamoa e implementação dum núcleo museológico na área da arqueologia, além de outras que conduzam à melhoria das verdadeiras condições de lazer, sem despesismos, sem artificialismos e sem demagogia eleitoral.

 

 



publicado por nuceartes às 11:19
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