Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Rio Âncora - Soluções precisam-se

         O NUCEARTES, bem gostaria de não voltar a este tema, mas infelizmente tem que o fazer. Passados mais de 2 décadas em que o Rio Âncora, esteve na ordem do dia das nossas preocupações, somos forçados a concluir, que embora se tenham feito algumas intervenções pontuais positivas, o problema de raiz, nunca foi atacado, e irremediavelmente vai persistindo.

Como é sobejamente conhecido, todos os Verões, com mais ou menos visibilidade, com mais ou menos cheiros, e com mais ou menos impacto na opinião pública, a poluição da praia, em consequência do estado do Rio Âncora, tem sido uma realidade.
 
O NUCEARTES, por diversas vezes se mostrou disponível, para dentro das suas possibilidades, poder dar o seu contributo. Nunca fomos solicitados, embora nunca tivéssemos deixado de expressar a nossa opinião.
Temos tomado diversas posições, escrito diversos artigos, feitas várias denúncias. Procuramos, sempre que possível, não o fazer no calor dos acontecimentos, pois sempre achamos que a imagem pública destas notícias, tem uma forte repercussão no turismo, e na consequente economia regional, que a todo o custo devemos preservar. Outros, quiçá com mais responsabilidades, o tem feito, com chamadas para a rádio e convocatórias para manifestações, quando as suas cores são oposição politica.
Quando são eles a ocupar os lugares na administração, é vê-los a dar cambalhotas completas, inventando praias que nunca existiram, justificando muitas vezes o injustificado. Este despudor, têm sido apanágio de todas as forças politicas que nos têm dirigido, pelo que não há inocentes nesta história.
 
 Mas há soluções!
Havendo vontade política, o problema pode ser resolvido. Ao longo das últimas décadas, governados por diferentes executivos autárquicos, e por mais que um partido maioritário, PS primeiro e PSD depois, algumas obras de vulto foram sendo executadas. Pavilhão Desportivo, Centro de Saúde, Mercado, redes de saneamento, porto de mar, arruamentos, arranjo da Praça da República, requalificação urbana de diversas artérias, piscina, etc. etc.
Uns acham que durante determinado período não se fez nada, e que num outro espaço temporal, é que as obras foram de qualidade. Outros acham precisamente ao contrário. Mas isso são lutas partidárias que as populações sabem muito bem distinguir, e na sua sabedoria colectiva, não se costumam deixar enganar. 
Também em relação ao problema do Rio Ancora, obviamente que todos desejavam que não existisse, e todos, por certo, se empenharam de algum forma em minorar os seu impactes.
Porém, nunca se encarou o problema da despoluição do Rio Âncora, com acutilância e forte empenho. Nunca!
 
Estamos no início de 2009. Ano de Eleições Autárquicas. Dentro em breve, começaremos todos, a ouvir falar de candidatos, e geralmente, muito mais para a frente, aparecem uns programas, que pouco influenciam o sentido de voto, e que amiúde também não são cumpridos.
O NUCEARTES, lança aqui um repto, para que as diferentes forças políticas, que se irão bater, nas próximas eleições autárquicas, façam internamente uma análise dos problemas de poluição do Rio Âncora e que apresentem aos eleitores, uma proposta de solução concreta.
Sendo obviamente um assunto técnico, as populações não se contentarão com a afirmação de lugares comuns, de meras promessas de despoluição. Para esse peditório já demos. E o resultado é o que se sabe.
Ainda há tempo de pedirem estudos de especialidade, equacionarem diferentes alternativas, e nos apresentarem, a todos, uma proposta de solução sustentada, com timings, custos e financiamentos. Não queremos intenções. Exigimos uma proposta séria, credível e exequível.
Se mostrarem seriedade na análise, estamos certos, que os eleitores irão apreciar as alternativas, e poder-se-ão manifestar através do seu voto.
      
Como modesto contributo, pensamos que a proposta adoptada, deverá ser equacionada, de tal forma, que o Rio Âncora, não faça parte da solução, porque senão, mais tarde ou mais cedo, fará parte do problema. Há muitas localidades que tem tratamento de efluentes e não tem Rio. Tecnicamente tudo isto é possível.
 Imponham essa condição!
 
Façam de conta que o Rio não existe, porque ele por natureza é puro e cristalino.
Chegou a hora, de pelo menos nesta matéria, se deixarem de demagogia, e encararem o problema com seriedade e como a grande prioridade do próximo quadriénio, para Vila Praia de Âncora!
 
O Ambiente agradece!
As populações merecem!
 
 
 
                                                           Fevereiro de 2009
                                                                       O NUCEARTES   
 


publicado por nuceartes às 19:51
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