Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora
Segunda-feira, 19 de Maio de 2014
Duna dos caldeirões – A inoperância do sistema

Por estranho que pareça, a obra da reposição da duna dos caldeirões e recondução do rio para a sua foz tradicional ainda não começou.

Tendo o desastre ambiental ocorrido no passado mês de Fevereiro, e após a visita ao local dos vários técnicos e responsáveis pelo espaço a intervir, inclusive o Ministro da tutela, foi decidido que de ”imediato”, se faria a estabilização das margens e abertura do leito do rio, de forma a conduzi-lo para a foz tradicional, ficando para depois do Verão, o processo de recuperação da duna propriamente dito. Tudo estas obras seriam feitas sob jurisdição da Agencia Portuguesa de Ambiente – APA.

 

Sabemos que o processo concursal foi lançado e que porventura até o empreiteiro já terá sido selecionado e o contrato assinado. Porém, de uma forma inacreditável, a obra ainda não começou.   

Entretanto, a quantidade de areias que se tem depositado no local da foz tradicional, aumenta dia a dia, o que dificultará por certo o êxito da intervenção. O suave declive, característico da nossa praia, está a desaparecer. O imenso areal de areia molhada durante a baixa-mar, já não existe.

Há milhares de toneladas a mais, que precisariam de ser removidas. Como? Com que meios? Até quando?

Ninguém, de uma forma racional, consegue entender tanta demora. Mais uma vez os procedimentos, mesmo que urgentes, estão amarrados nas teias da burocracia. Provavelmente, faltará uma qualquer assinatura, faltará despachar o pedido de cabimento, ou quiçá um simples “visto” de um qualquer diretor. Enquanto isto, as águas do sapal continuam estagnadas, e aquela que foi a praia das crianças, está-se a tornar numa ténue recordação.

 

A praia que tínhamos era única. A praia que temos é igual a todas as outras!   

 

O espírito de revolta precisa-se!

 

                                                             16 de maio de 2014

 

 

                                                                 O NUCEARTES    



publicado por nuceartes às 11:26
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