Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora
Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018
Pitões das Júnias

Organizado pelo NUCEARTES, decorreu no passado dia 24 de Outubro uma visita à região de Pitões das Júnias, com o objectivo de conhecer de perto o interessante património local.

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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017
Bom Ano 2018

O NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora vem desta forma exprimir o desejo de Bom Ano para todos.

Aproveitamos para exprimir (mais uma vez) a nossa preocupação sobre a obra inacabada na Quinta da Barrosa, junto ao Dólmen, bem como a Mata Nacional da Gelfa que continua ao abandono. E já que falamos em abandono temos de referir a Cividade de Âncora-Afife e o Forte do Cão.

Chamamos igualmente a atenção a quem de direito, para a Rua 31 de Janeiro no que se refere à replantação de árvores para substituir as que foram abatidas.

Temos consciência que não se pode investir simultaneamente na resolução de todos estes problemas, mas também vemos ser investido fundos para projectos efémeros ou de duvidosa utilidade, deixando de lado a nossa memória e herança cultural.

 



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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2017
ORDENAMENTO… COLIDE COM SUBSIDIOS PARA EUCALIPTOS

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De acordo com técnicos florestais, embora os incêndios sejam uma calamidade a todos os níveis, poucas pessoas parecem saber que a paisagem mediterrânica está intimamente ligada com o fogo e que a vegetação autóctone está bem adaptada e, em alguns casos, até dependente da sua ocorrência regular. "Muitas das espécies vegetais aqui presentes são estimuladas pelo fogo, ou seja, por factores, como o calor e o fumo, que promovem fenómenos como a dispersão, a germinação, a floração, etc.". Então, por que razão não controlam os incêndios? São várias as razões. Uma das mais importantes é que "a vegetação nativa da região mediterrânica tem sido substituída por espécies exóticas em especial o eucalipto.

 

Houve factores que serviram para a situação se agravar como o caso da extinção dos guardas florestais (força desmilitarizada que fiscalizava, informava e colaborava na limpeza de grandes áreas montanhosas), fazendo um trabalho extremamente importante na área da prevenção, pois não é possível fazê-lo a partir dos gabinetes. Além de tudo isto, a extinção desses guardas, foi um erro pois conseguiram transformar um força que trabalhava directamente no terreno, num clube de amigos que julgavam que os fogos se apagam só com aviões e equipamento de bombeiros.

 

Deixaram destruir um património habitacional importante (casas florestais) e devidamente localizado em locais chave para controle de incêndios, e fiscalização da própria natureza mostrando um desconhecimento do País real, e uma ignorância incrível de como se pode controlar os incêndios.

Para o problema dos incêndios, havia necessidade de eliminar os problemas inerentes à monocultura, mas os responsáveis da altura optaram por aplicar a "sensibilização das ditaduras" e solucionar a questão com cargas policiais contra a comunidade civil e contra elementos de associações ambientais, que contestavam e faziam frente à expansão da monocultura do eucalipto. Mesmo os políticos denominavam-nos de comunistas, fundamentalistas. Foi assim que em 1989 conforme o descrito no semanário EXPRESSO de 1 de Abril, com o título "QUANDO OS LOBOS UIVAM" os populares e ambientalistas referiam que "o Eucalipto vai secar a nossa terra"; as populações revoltaram-se, mas sem abalar o poder financeiro das celuloses.

 

Além disso, é vergonhoso que ao fim de todos estes anos ainda não tenham analisado, a situação e mais incrível ainda é a existência de subsídios para a reflorestação do eucalipto, o que nos leva a acreditar que de facto existem incendiários pagos não se sabendo por quem.

Portugal ardeu de forma incompreensível ao longo dos últimos anos e continuou a arder durante este Verão e Outono sendo agora agravado pela intensidade do incêndio. Varreu tudo: casas, vidas e a esperança de recomeçar. Houve mesmo alturas em que até o asfalto ardia. As chamas arrastaram lágrimas um pouco por todo o lado e colocaram Portugal no centro do mundo.

As consequências Humanas sociais e económicas configuram uma calamidade pública. Esta vaga de incêndios que devorou a floresta portuguesa, não afecta apenas os bens materiais, mas também o ambiente, a qualidade de vida de milhares de pessoas e alteração dos próprios ecossistemas existentes. Foram destruídas diversas cadeias alimentares, que protegem o próprio ser humano, os quais vão demorar dezenas de anos a recuperados.

 

- Embora existam plantas exóticas como é o caso do: milho, da batata do tomate, que, são culturas de importação relativamente recente, ninguém por isso, vai deixar de os cultivar, poi tem utilidade alimentar, no passado o próprio pinheiro não ocupou as vastas áreas onde hoje o encontramos e o castanheiro terá sido introduzido pelos romanos. E também, não será por isso que os dispensamos.

Com isto quero dizer que quem tem gerido este País tem de ter o bom senso de ouvir a opinião de muitos técnicos, principalmente aqueles que nada têm a ver com politicas e ter em conta que os efeitos negativos da eucaliptização são demasiado evidentes na redução dos níveis freáticos; conforme referem os Biólogos: "O eucalipto não é base de nenhuma cadeia alimentar, o seu fruto não é comestível, as suas folhas não formam húmus. São uma monocultura e, do nosso ponto de vista, constituem uma poluição ecológica e evolutiva", pois presentemente após um incêndio o ciclo de crescimento é mais lento que a vegetação autóctone, a qual vai ser abafado, pelos eucaliptos que rebentam logo que são queimados, além de absorverem a água do solo, também não deixam crescer o chamado sub-bosque, isto é, os arbustos e pequenas plantas que formam o substrato da floresta.

Conclui-se, que numa mata de eucaliptos há mesmo só eucaliptos, o que vai originar um menor número de insectos, de aves e de mamíferos, servindo essas matas somente de refúgio para espécies que se alimentam nos campos em redor.

Além do referido, quando há a ocorrência de fogos, produzem uma elevada quantidade de calor, que conduzem a profundas alterações na composição do coberto vegetal, pois causam danos graves nas raízes, dificultando a regeneração vegetativa, e inviabilizam as sementes do solo. Uma outra, não menos importante, tem a ver com a reincidência do fogo nos mesmos locais, com intervalos muito curtos de tempo. Quando a vegetação começa a recuperar dos incêndios anteriores é novamente afectada, voltando a imperar a "terra queimada", com efeitos mais graves o que vai originar maior dificuldade de recuperação da vegetação nativa.

 

O importante será distinguir entre as necessidades de produção florestal e os imperativos da prevenção de um Património que levou milhões de anos a evoluir. Para evitar isso é necessário que os responsáveis se preocupem com o ordenamento floresta em que a monocultura do eucalipto e do pinheiro (plantas resinosas), põem em risco as vidas humanas devido a dar origem a incêndios incontroláveis, e a fácil projecção das suas folhas incandescentes, dão origem a outras ignições a centenas de metros de distância.

Mas, nada melhor que citar o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que referia a uns tempos atrás que se os "responsáveis do território não souberem nada da história da agricultura, não souberem da evolução da paisagem, não souberem da ecologia da água e do solo, estarão completamente ultrapassados. Essa formação era boa quando a cidade intervinha no território como o único agente activo, enquanto o resto do território era um agente passivo´´.

 

Deviam começar a pensar na flora autóctone porque, por exemplo, os carvalhos originariam um nível de biodiversidade muito elevado, dando origem a cadeias alimentares de muitas espécies animais, o que deixou de acontecer com as monoculturas industriais (pinheiro, eucalipto). Além disso são espécies que cobriram os nossos bosque durante séculos, (e que os celtas consideravam sagrados).

Não fora o facto de termos o País coberto de pinheiros e eucaliptos - que nada têm a ver com a nossa vegetação autóctone e as consequências dos fogos florestais, seriam bem menos preocupantes. Pode-se comprovar isso, nas poucas zonas onde ainda persistem pequenas manchas desta vegetação ancestral. Nesses locais, encontram-se plantas com enorme resistência ao fogo, com o qual têm aprendido a conviver ao longo de uma evolução natural de milhões de anos. A mais notável é o sobreiro, que consegue rebentar e regenerar rapidamente após o fogo e cuja cortiça funciona como isolador contra o calor provocado pelos incêndios. Também a azinheira apresenta grande capacidade para rebentar pela base das árvores queimadas.

 

A situação só será ultrapassada, se de facto os responsáveis ou governantes conseguirem entender que estamos perante alterações climáticas e que só com o ordenamento florestal é que será possível controlar catástrofes como estas.

Lembro, que a Natureza não se vende e o seu reequilíbrio implica formas por vezes catastróficas, que nós não conseguimos controlar.

 

Joaquim Vasconcelos - 22 de Outubro 2017

 



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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017
Ainda sobre a Bandeira Azul

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É recorrente a atividade de hastear e arrear a Bandeira Azul na praia de Vila Praia de Âncora ao longo das ultimas décadas. Um longo folhetim sem fim à vista, pelo menos enquanto não forem erradicadas as causas da anomalia.

Repetimos a nossa publicação no Facebook a 22 de Julho de 2016, porque se mantem atual:

"Parece já estar ultrapassada a anomalia que originou o arreamento preventivo e temporário da Bandeira Azul na praia de Vila Praia de Âncora. As últimas análisesconfirmam a boa qualidade das águas balneares e o regresso à normalidade da “praia das crianças”.
No entanto, o NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora, reitera uma vez mais, tal como o vem fazendo há mais de vinte anos, que é necessário estudar, refletir e avançar em formas alternativas de total despoluição do Rio Âncora e da sua bacia hidrográfica, sob pena de continuarmos com “o coração nas mãos”, independentemente do esforço e atenção que os órgãos autárquicos depositam neste assunto.
É necessário erradicar de forma clara e permanente todos os drenos de descarga no Rio Âncora (ETAR e estações elevatórias) e encaminhá-los para o meio natural com capacidade de dispersão, o mar. Igualmente é necessário reforçar o controlo e continuar a eliminar os focos de poluição ao longo dos regos foreiros, pois ainda há efluentes não tratados a serem vertidos clandestinamente nestes canais.
Aos Ancorenses e veraneantes, a Direção do NUCEARTES deseja boas férias e uma ótima estadia na Praia das Crianças."

Diversas vezes o NUCEARTES tomou posição sobre a qualidade das águas balneares, mas apenas queremos destacar as declarações de Agosto de 2011 e que podem ser lidas aqui aqui, precisamente pelos mesmos motivos.

 



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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
Movimentação de areias na praia de Vila Praia de Âncora

 

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Comunicado

 

A intervenção de movimentação de areias que está a ser levada a cabo na praia de Vila Praia de Âncora, há vários anos que é defendida pelo NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora, quer por uma questão de segurança, quer por uma questão de limpeza das próprias areias.

No entanto, esta operação devia ter lugar no final do verão ou início do outono, para durante o inverno, o mar ao inundar o areal, proceder à “lavagem” das areias, retirando os elementos mais pequenos e leves (poeiras).

A intervenção actual não satisfaz cabalmente estas finalidades, limitando-se a um melhor nivelamento e funcionalidade da praia, ficando por resolver o problema da higienização das areias, que tanto incómodo causa, principalmente nos dias de nortada.

 

 Vila Praia de Âncora, 6 de Junho de 2017

 

A Direcção

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017
Visita da Direcção do NUCEARTES ao Dolmén da Barrosa

A Direcção do NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora, deslocou-se no passado dia 27 de Dezembro à Quinta e ao Dólmen da Barrosa, para se inteirar das obras de requalificação, no âmbito do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Caminha.

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De momento faz-se o rebaixo dos muros de delimitação da Quinta, a retirada do equipamento de desportos radicais e a eliminação da placa de base em betão.

Também está contemplado no projecto a reconstrução da casa dos caseiros para ser utilizada como centro de interpretação, indispensável para uma condigna recepção aos visitantes.

Da visita efectuada retiramos alguns apontamentos que nos parecem importantes concretizar:

  • A existência de alguns aparelhos de manutenção física espalhados aleatoriamente pela quinta não fazem sentido, podendo ser deslocalizados para diversos pontos das ecopistas construídas;
  • É necessário prever um sistema de iluminação do monumento e zona envolvente;
  • Embora a arborização da Quinta seja constituída apenas por espécies autóctones, julgamos necessário introduzir alguma diversidade botânica.
  • O parque de merendas deve ser melhor definido, dotado de ponto de água e de uma efectiva recolha de lixo;
  • O espaço das hortas urbanas pode ser visualmente separado do resto do terreno através de uma sebe e da plantação de fruteiras;
  • Os poços da quinta podem ser recuperados e equipados com os engenhos tradicionais;

Uma vez terminadas as obras é fundamental que o Dólmen da Barrosa integre os roteiros e as referências turísticas do Concelho de Caminha, algo que tem ficado tantas vezes esquecido. A promoção do Dólmen da Barrosa também tem de abranger a comunidade escolar da região, tornando-o uma referência importante nas suas visitas de estudo.

A requalificação da zona envolvente e a valorização do Dólmen da Barrosa é uma luta travada por esta associação de defesa do património desde sempre e não baixaremos os braços até conseguirmos este objectivo.

 

 

 



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Sábado, 26 de Novembro de 2016
Melro d'Água em edição digital

A direção do NUCEARTES acaba de lançar mais um número do boletim Melro d'Água, desta vez em formato digital.

Além do editorial, a atenção deste boletim está centrada no projeto de proteção do "Borrelho de coleira interrompida" do qual esta associação é parceira há já vários anos, no projeto "Eco-escolas" da EBS do Vale do Âncora e nos presépios de S. Lourenço da Montaria.

Para aceder ao Melro dÁgua clicar:

 http://issuu.com/melrodagua/docs/melro_d___gua_13/1

 



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Domingo, 5 de Junho de 2016
Qualidade da areia no “Moureiro” da Praia de Âncora

Com mais uma época estival à porta, a “Praia das Crianças” espera os seus utentes, miúdos e graúdos que vem descansar e gozar as delícias do sol, das águas frescas do Atlântico e da brisa fresca do quadrante norte. Assim o permita o S. Pedro, não nos brindando com aquelas nortadas tão características ou pegajosos e tristonhos nevoeiros.

A Bandeira Azul que irá ostentar no alto do mastro maior, representa não só a boa qualidade das águas balneares, como também o esforço conjugado que tem sido feito nos últimos anos para controlar os parâmetros sanitários das águas do Rio Âncora.

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No entanto o galardão alcançado não pode enquistar à volta da qualidade das águas e dos equipamentos legalmente exigidos, mas ser mais abrangente, nomeadamente às condições de acessibilidade e à qualidade e limpeza das areias. E aqui reside a razão do meu reparo de hoje. O areal entre o “Redondo” e o “Cais Sul”, lugar conhecido entre os Ancorenses por “Moureiro”, não tem a qualidade a condizer com os pergaminhos da “Praia da Crianças

Antes da construção dos molhes do novo Porto de Mar, toda a zona do “Moureiro” era invadida pelo mar nos meses de inverno que trazia e levava areia consoante as condições momentâneas da dinâmica costeira. Assim a areia era lavada, expurgada de poeiras e outros resíduos, pronta a ser utilizada no verão seguinte sem reparos de maior. A crítica que mais se escutava era, por vezes, que o mar não repunha areia suficiente e as pedras ficavam à vista pelo meio do areal. Nada a que os veraneantes não estivessem habituados.

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Hoje em dia a situação é diametralmente diferente, pois a areia foi-se acumulando e já não é “sovada” pelo mar, devido ao efeito de corte/desvio de ondulação proporcionado pelos novos molhes. De ano para ano nota-se mais poeira no areal, perdeu o característico tom brilhante e em dias de vento é um suplício com nuvens de poeira no ar. Outro sinal preocupante é a facilidade com que surgem no areal pequenas plantas, sinal inequívoco de condições de colonização vegetal, algo que não era suposto haver naquele local.

Em minha opinião, já se deviam ter implementado medidas minimizadoras deste fenómeno, baixando mecanicamente o perfil da praia em cada outono, de modo a que o mar faça as suas investidas invernais e proceda à remoção das poeiras (ou “finos”) acumuladas, trazendo na primavera seguinte areias devidamente higienizadas.

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Além disso, da maneira como a praia está neste momento, com a areia, em vários pontos, quase ao nível da avenida marginal, corre-se o risco de num dia de temporal, com mar de sudoeste, este galgue o paredão invada a via pública e o casario, provocando danos de vulto. Calculo que o nível da praia neste local tenha subido em média entre 1,5 m e 2 metros.

Termino como como comecei, referindo a satisfação pela qualidade das nossas águas balneares, que levaram à conquista da Bandeira Azul Europeia. Vamos lá a ver se não a perdemos pela falta de qualidade/higiene do areal…

 

Brito Ribeiro



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Terça-feira, 29 de Março de 2016
Borrelho de Coleira Interrompida

No próximo dia 09 de Abril a Associação Galega ANABAM vai realizar na praia da Arda em Afife, pelas 10 horas, uma ação de esclarecimento sobre a proteção dos ninhos do “Borrelho de Coleira Interrompida”, uma pequena ave que nidifica nos areais e que necessita de proteção especial. Durante este esclarecimento vamos aprender, na prática, como detetar um ninho e como o proteger, sinalizando-o com os materiais adequados.

As principais ameaças vem do homem, que inadvertidamente pode pisar o ninho perfeitamente dissimulado na areia e das máquinas de limpeza da praia, quando começarem a operar no final da primavera.

Esta iniciativa conta com a colaboração do NUCEARTES e convida-se a comunidade em geral a participar.

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Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus)

Identificação

Os borrelhos são limícolas de pequenas dimensões e que têm o hábito de alternar alguns passos com pequenas paragens para “observação”.

O borrelho-de-coleira-interrompida é acastanhado por cima e branco por baixo. Apresenta uma coleira incompleta. As patas pretas e a ausência de coleira completa em todas as plumagens permitem distingui-lo do borrelho-grande-de-coleira e do borrelho-pequeno-de-coleira.

O borrelho-de-coleira-interrompida pode ser observado no nosso país durante todo o ano, mas muitas das aves que aqui ocorrem são migradoras, oriundas do norte da Europa e que aqui ocorrem como invernantes ou de passagem para África.

Na Primavera visualizam-se sobretudo casais, que ocupam os seus territórios em salinas, dunas e praias.

É fora da época de nidificação que ocorrem as maiores concentrações, podendo por vezes observar-se bandos de dezenas ou mesmo centenas de indivíduos.

Fonte: avesdeportugal.info



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Domingo, 6 de Março de 2016
Nota de Imprensa

O NUCEARTES – Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora, realizou a Assembleia Geral Ordinária no passado dia 11 de Fevereiro, onde foram eleitos os corpos gerentes para o próximo mandato, sendo a direção constituída por Brito Ribeiro, Álvaro Meira e Rafael Capela. Do Plano de Atividades para 2016 consta, como prioridades, a colaboração com os estabelecimentos de ensino do Concelho, retomar a publicação do boletim “Melro d’Água” e a defesa intransigente da causa ambiental, do património e da cultura.

 

O NUCEARTES congratula-se com os resultados do “Orçamento Participativo 2015” promovido pela Câmara Municipal, felicita as Freguesias contempladas e os dinamizadores de cada um dos projetos concorrentes.

Em Gondar será executada a adaptação de um edifício para sediar um projeto na área social, reclamado há muito no interior profundo do Concelho e em Vila Praia de Âncora irão finalmente fazer algo positivo na valorização, divulgação e preservação do Dólmen da Barrosa, Monumento Nacional esquecido e desprezado ao longo das últimas décadas, por quem tinha o dever de o defender. Foi preciso dar voz ao povo, para escutarem a força dessa voz.

 

Não podemos deixar passar em claro a questão da Duna dos Caldeirões que ficou visivelmente degradada com a maresia das últimas semanas. Tal como dissemos no passado, em diferentes ocasiões e a diferentes protagonistas, continuam a desprezar a opinião dos ambientalistas que conhecem a história daquele ecossistema e que apenas pretendem apelar ao bom senso e à inteligência dos políticos e dos técnicos projetistas, para se evitarem as asneiras que repetidamente cometem e que tão caro ficam.

A base da duna tem de ser afastada do mar e para isso tem de se corrigir o traçado do curso do rio para o local onde corria há quarenta ou cinquenta anos atrás; estabilizar a duna com o enraizamento de vegetação adequada e outros métodos de retenção de areia, que vise recuperar o cordão dunar, um ecossistema frágil, sensível e instável.

Em vez de defenderem convenientemente o ambiente, privilegiam a construção de passadiços, que trazem mais destruição, mais pressão e mais erosão. Em vez de técnicos de ambiente altamente qualificados, apenas temos “carpinteiros de prega e racha”, sem ofensa para tão dignos profissionais.

 

Vila Praia de Âncora, 29 de Fevereiro de 2016



publicado por nuceartes às 15:46
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