Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora
Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Exposição "Oficinas de carpintaria e marcenaria de Vila Praia de Âncora"
As origens de Vila Praia de Âncora são antigas, sendo certo que se iniciaram com a fixação de famílias de lavradores, não junto ao litoral, inicialmente, embora, com o correr do tempo, e fruto de garantias de segurança trazidas pela fortificação construída, se tenham formado aglomerados costeiros.
Fruto da aproximação ao mar, Gontinhães (anterior designação de Vila Praia de Âncora) alargou em ocupação territorial e em actividade. O mar passou a concentrar parte da capacidade de trabalho de homens e mulheres, incrementando-se a pesca e a recolha de sargaço.
Paralelamente, a agricultura beneficiou do aproveitamento destes recursos e as trocas "comerciais", ou mais "solidárias", entraram num novo ciclo. No decurso dos anos seguintes os núcleos populacionais isolados procuraram a sustentação (sobrevivência) pela supressão das suas necessidades, primeiro entre os seus habitantes, ampliando, depois, os contactos com as freguesias limítrofes.
Assim se foi forjando uma comunidade com características e traços próprios, quer no aspecto cultural, etnográfico, social e demográfico, quer no desenvolvimento e aplicação de artes, engenhos e capacidade industrial.
A história das populações converge e torna-se particularmente identificadora do Vale do Âncora, bem clara, aliás, na manutenção de usos e costumes, muitos ainda hoje presentes, outros recordados.
 
O NUCEARTES, com o fim último de que esta vasta riqueza não se perca, tem vindo a promover iniciativas, há mais de duas décadas, conducentes à lembrança e à disseminação da história do Vale do Âncora. São exemplos de realizações anteriores:
 
Ø Historial das Bandas de Vila Praia de Âncora com a publicação de uma brochura;
Ø Edição de um desdobrável sobre o Dolmén da Barrosa;
Ø Concerto pela Banda da GNR no 110º Aniversário do maestro Joaquim Fernandes Fão;
Ø Reprodução das Alminhas do Calvário e arranjo da zona envolvente;
Ø "SEMANA DA PÁSCOA", e em simultâneo a "COZINHA DO LAVRADOR";
Ø Exposição (e recriação) da "TAVERNA DO PESCADOR";
Ø Exposição subordinada ao tema "PÁSCOA NO VALE DO ÂNCORA";
Ø Recuperação da Capela de S. Pedro de Varais;
Ø Edição de um desdobrável sobre a fauna do Rio Âncora;
Ø Organização do Vº ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE DEFESA DO AMBIENTE;
Ø Definição e realização de um percurso pedestre/BBT até à CIVIDADE com publicação de desdobrável;
Ø Exposição colectiva de pintura, poesia, escultura e artesanato designada "PRAÇA D`ARTES";
Ø Exposição alusiva ao tema "O SAGRADO E O PROFANO";
 
Os naturais de Gontinhães, e de outras freguesias do vale, para além da agricultura e pesca, também se dedicaram, entre outros afazeres, na transformação da madeira.
Primeiro, no aspecto mais simples, como o arranjo, e depois no fabrico das suas alfaias, de certos utensílios, como as celhas e pipas, e na melhoria das suas casas. Apareceram assim as profissões de carpinteiro e marceneiro.
O NUCEARTES tem conhecimento que esse facto originou o aparecimento de algumas oficinas e por esse motivo tem estado a recolher o máximo de informação possível relativa a estas actividades nos séculos XIX e XX.
Tem aproveitado a memória histórica de alguns anciãos sobre essas profissões, e em paralelo tem recolhido alguma maquinaria e materiais, como tornos de madeira e um amplo número de ferramentas manuais que se usaram nessa época.
 
Para perpetuar os conhecimentos e equipamentos recolhidos, que fazem globalmente parte da nossa história mais recente, pensou, o NUCEARTES, que numa primeira fase o melhor seria a sensibilização da comunidade, e nesse sentido decidiu realizar uma exposição em que serão dados a conhecer as diversas oficinas de manuseamento da madeira que existiram nesta freguesia, exemplificados os processos, desde o abate das árvores até à realização de diversas obras, e serão ainda mostrados os utensílios e as ferramentas que se usavam na execução de, consideram alguns, verdadeiras obras de arte.
A exposição irá designar-se "Oficinas de Artes Tradicionais existentes em Vila Praia de Âncora".
Esse evento irá desenrolar-se durante o mês de Maio de 2008 e irá estar patente no salão de exposições do Centro Cívico de Vila Praia de Âncora.
Será mais uma actividade cultural que o NUCEARTES irá realizar onde dará a conhecer a todos os Ancorenses e a todos os visitantes que passem por Vila Praia de Âncora o que de valioso e belo tem o nosso património, relativo às profissões de carpinteiro e de marceneiro, que estava escondido e passará agora a ter um brilho muito especial.
 
 


publicado por nuceartes às 19:29
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
BANDEIRA AZUL NA PRAIA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA
Vila Praia de Âncora é um pólo de atracção turístico, muito procurado, principalmente no Verão, por milhares de pessoas que se deslocam até à corda litoral para gozarem as delícias de umas férias.
 
A sua praia é possuidora do galardão de "praia acessível" porque se trata de uma zona balnear, adaptada a pessoas com mobilidade condicionada. Este ano também lhe vai ser atribuída a bandeira azul, situação que muito agrada a toda a população local e a quem procura esta aprazível estancia balnear.
 
Depois da eliminação dos focos de poluição locais torna-se necessário procurar eliminar os existentes nas margens do rio Âncora, para que a bandeira azul se mantenha durante muitos anos, em Vila Praia de Âncora, como garantia de praia de qualidade. Mas para isso o poder local e nacional, tem de eliminar os focos de poluição que estão a surgir nas margens do rio Âncora. Embora se tratem de casos pontuais, podem destruir todo o trabalho que tem sido feito para erradicação dessa mesma poluição.
 

Por isso lamenta-se que as suas margens naturais, onde se devia fomentar o desenvolvimento das formações de vegetação rípicola, "nasçam" construções. Embora os deferimentos sejam cheios de condicionalismos, existe legislação que não é respeitada ou então fazem falsas declarações, para que o projecte seja autorizado.
 
Outros nem sequer apresentam qualquer pedido de autorização, porque consideram desnecessário andar a preocuparem-se com a fiscalização.
 
É a especulação nas margens do rio Âncora, que nem por estarem integradas na rede NATURA, lhe conseguem proteger as suas margens.
 
No entanto, seria conveniente que os responsáveis por esses deferimentos tivessem em atenção o que é dito em vários diplomas, que condicionam a ocupação das margens do rio Âncora, e impõem a sua protecção quando referem que nas zonas ribeirinhas, nos leitos dos cursos de água e zonas ameaçadas pelas cheias, " são proibidas as acções de iniciativa pública ou privada que se traduzam em operações de loteamento, obras de urbanização, construção de edifícios, obras hidráulicas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegeta. As margens naturais, devem-se preservar e fomentar o desenvolvimento das formações de vegetação ripícola".
 
Os responsáveis por esses deferimentos parecem desconhecer que as áreas onde estão integrados esses moinhos, são locais integrados em zona de cheias, e zonas da REN, onde se deve ter cuidados acrescidos para evitar que algum desastre humano venha acontecer.
 
Essas "mudanças de destino" tem originado uma série de novos focos de poluição pontuais, que individualmente pouco vão poluir, mas analisados conjuntamente vão garantir um peso significativo na poluição do rio Âncora.
 

E se formos analisar a localização das fossas sépticas dessas construções iremos perceber que a poluição é imediata, porque as fossas encontram-se em leitos de cheia, o que agrava ainda mais os problemas de poluição, porque ao fim de algum tempo, os poços absorventes ficam colmatados, originando o lançamento integral do saneamento nas águas do rio.
 
Mas a situação torna-se ainda mais gravosa, porque o caudal do rio que é reduzido, fica ainda mais reduzido pela utilização de dezenas de metros cúbicos, umas vezes para a rega, outras para encher piscinas que se encontram em leito de cheias e outras nas suas proximidades. Depois é o despejar daquelas com tratamentos apropriados, que vão sub carregar a poluição do rio. Com o caudal a diminuir e a poluição a aumentar o rio Âncora a qualquer momento poderá chegar à sua foz novamente poluído.
 
É altura de acabar com a poluição das águas do rio Âncora, pelo que bastará dar satisfação aos diplomas que existem "no mercado", para depois não andarem como os responsáveis mundiais, que chamavam fundamentalistas aos ambientalistas que os alertavam para o "descambar ambiental", e agora gastam-se fortunas para minimizar os efeitos colaterais, que se estão a fazer sentir, com o aquecimento global.
Joaquim Vasconcelos
De: http://www.caminha2000.com/


publicado por nuceartes às 11:19
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
Óleo das batatas fritas faz mover carros em Belmonte
Uma experiencia bem sucedida com o bio diesel
 O óleo usado na confecção dos bolos expostos na vitrina da pastelaria é vertido da fritadeira para o funil amarelo, e daí para o bidon azul. As duas funcionárias do estabelecimento que pertence à Santa Casa da Misericórdia de Belmonte fazem esta operação delicada enquanto, lá fora, o senhor Sérgio abre as portas traseiras da carrinha, já cheia de bidons com óleo alimentar. "Eu consumo biodiesel", lê-se na carroçaria. A frase ilustra esta operação. O mesmo óleo usado na pastelaria irá servir de combustível a esta viatura, mas também a máquinas industriais e a caldeiras dos lares e creches da Santa Casa.
 
"No início, as pessoas desconfiavam e perguntavam se não levávamos dinheiro por recolher o óleo. Agora já se habituaram", conta o senhor Sérgio, que todos os dias percorre 200 a 300 quilómetros para deixar o bidon vazio em troca de outro cheio. Restaurantes, cantinas ou hotéis são visitados de 15 em 15 dias pela carrinha da Ecoldiesel, a empresa da Misericórdia que produz biodiesel através do óleo alimentar recolhido nestes estabelecimentos.
 
Após a troca de recipientes, resta ao senhor Sérgio preencher a guia de acompanhamento de resíduos exigida pelo Ministério do Ambiente e deixar no restaurante o comprovativo de que o óleo foi entregue a uma empresa licenciada para lhe dar um destino adequado, tarefa a que estão obrigados todos os produtores deste resíduo perigoso. Depois há que seguir viagem para outra freguesia, fazendo cumprir uma rotina que se foi instalando e alargando ao longo dos últimos dois anos.
 
O sistema de produção de biodiesel é caseiro, construído de raiz, e faz-se numa espécie de garagem da Santa Casa de Belmonte, enquanto a instalação industrial, já em construção, não fica completa. No início, não foi fácil sensibilizar as pessoas para colaborarem nesta tarefa, apesar das cartas enviadas a expor o assunto e da mobilização porta a porta, confessa João Gaspar, mentor do projecto e provedor da Misericórdia. "Continua a ser mais cómodo deitar o óleo na pia do que guardá-lo num recipiente para depois ser recolhido", afirma, alertando para os danos ambientais causados pela presença do óleo nos colectores municipais: contaminação das águas, solos e o entupimento dos colectores.
 
Actualmente, a Ecoldiesel recolhe no distrito de Castelo Branco mas também no nordeste transmontano, em Lisboa, Leiria, Algarve e Évora, num total de mil estabelecimentos, entre escolas, instituições de solidariedade, restaurantes e refeitórios. A quantidade chega para produzir dois a três mil litros de biodiesel por dia. Mas a produção irá crescer rapidamente quando estiver no terreno o projecto que abrange os 13 concelhos vizinhos e a região de Salamanca (ver texto ao lado).
 
Quando chegam ao centro de produção, os bidons de óleo são descarregados e sujeitos à verificação de acidez, pois nem todos têm a mesma pureza e utilização e pretende-se fazer um biodiesel homogéneo. São aquecidos nuns reactores iniciais para lhes ser retirada a humidade, seguindo depois para outro onde são submetidos a 55 graus. Depois de injectada soda cáustica e metanol, ao fim de uma hora, retira-se a glicerina e lava-se o biodiesel.
 
O biodiesel produzido é consumido internamente nas caldeiras de aquecimento, nas viaturas de recolha de óleo ou é vendido a empresas industriais para a utilização em máquinas. Além de aproveitar um resíduo perigoso, o biodiesel emite menos poluição. Alguns utilizam-no em estado puro, outros juntam-lhe 20% de diesel. No Mercedes de João Gaspar, garante, só entra 100% puro.|


publicado por nuceartes às 16:27
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